quarta-feira, 18 de julho de 2012

MPE-GO pede à Justiça Eleitoral impugnação de 181 candidatos. Magda Mofatto e Evandro Magal estão na lista

Notícia postada pelo Raiz Forte Comunicação em 13 de julho de 2010.

O Ministério Público Eleitoral em Goiás (MPE-GO) ingressou nesta 2ª feira (12) com 181 pedidos de impugnação de registros de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Ao todo, a Procuradoria Eleitoral analisou a ficha de 760 candidatos inscritos este ano no Estado. Hoje foi o último dia para que o MPE-GO ingressasse na Justiça Eleitoral com pedido de impugnação de candidatura. O TRE-GO tem até 5 de agosto para julgar os pedidos da Procuradoria Eleitoral

Na lista, há candidatos ameaçados, entre outros motivos, por ausência de quitação eleitoral, irregularidade na prestação de contas relativas ao exercício de cargos públicos e condenações eleitoral ou criminal. A maioria é formada por candidatos que não apresentaram documentos de certidão criminal ou prova de desincompatibilização de cargo. Apenas 8% dos nomes são alvo da Lei Ficha Limpa, que torna inelegíveis candidatos condenados por colegiado em processos de corrupção eleitoral, compra de voto e gastos ilegais de recursos de campanha, entre outros motivos.

São alvo da Ficha Limpa os candidatos a deputado estadual Evandro Magal, a deputado federal Magda Mofatto (PTB), Chico Abreu (PR) e Fábio Tokarski (PCdoB). Mofatto, que é ex-prefeita de Caldas Novas, foi cassada pela Justiça Eleitoral por compra de votos, em fevereiro de 2007. Fazem parte ainda da relação da Procuradoria Eleitoral os candidatos ao Senado Federal Adib Elias (PMDB) e Pedro Wilson (PT).

Além do MPE-GO, partidos e coligações pediram a impugnação de registros de candidaturas em Goiás. O PTN, por exemplo, tenta barrar a candidatura do candidato do PSDB ao governo do Estado, senador Marconi Perillo. A legenda também requereu a impugnação do vice do tucano, José Eliton Junior (DEM), e dos candidatos ao Senado na chapa "Goiás Quer Mais", os senadores Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB). (Gustavo Uribe - AE)

Presidente da CPI do Cachoeira nega direcionamento contra Perillo

GABRIELA GUERREIRO

DE BRASÍLIA

Presidente da CPI do Cachoeira, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) rebateu hoje as acusações do PSDB de que a comissão age de forma partidária numa ação orquestrada contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Vital afirmou que "não há nenhum direcionamento" e os "ataques" dos tucanos são políticos, mas admite que o foco da CPI está em Goiás porque a organização criminosa investigada agia no Estado.

"Dentro de um contexto efetivo que a geografia regional do fato determinado se impõe, a organização criminosa se estabeleceu majoritariamente dentro do Estado de Goiás. As pessoas muito mais inquiridas são de Goiás."

Na defesa dos trabalhos do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), Vital disse que o parlamentar tem "procurado cumprir sua tarefa com absoluta isenção". "O relator é um membro da CPI, com posições que hão de ser rejeitadas, e esse plano de trabalho vem sendo fielmente sendo cumprido pelo relator."

O senador disse que a disputa PT x PSDB não vai "inviabilizar" os trabalhos da CPI, nem influenciar no resultado das investigações. "A presidência vai conduzir para que a questão política não atrapalhe os trabalhos."

Vital não quis opinar sobre a possível reconvocação de Perillo para falar à comissão. Disse que o requerimento que pede o novo depoimento do governador será analisado no início de agosto, quando a comissão volta a se reunir depois do recesso parlamentar de julho.

São 280 requerimentos, entre eles o da convocação de Perillo, que esperam a análise da CPI. Em agosto, a comissão vai trabalhar a partir do dia 7, às terças e quartas-feiras, para ouvir depoimentos e votar requerimentos.

"Goiás é o território inicial da quadrilha. Isso é lógico, qualquer criança sabe disso, nasceu lá e passou a se estender por lá. Mas por ser o núcleo da quadrilha em GO, não é fator determinante o Perillo voltar ou não."

Em defesa de Perillo, o PSDB fez ontem um ato de desagravo ao governador. A cúpula tucana acusa do PT de usá-lo como "cortina de fumaça" para esconder o julgamento do mensalão, marcado para agosto no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo o PSDB, Perillo tem a confiança e o apoio da sigla, deu as explicações necessárias e não precisa retornar à comissão.

Perillo voltou ao foco da CPI depois da divulgação de relatório da Polícia Federal que mostra que o tucano recebeu propina para liberar verbas para a construtora Delta, da qual o empresário Carlinhos Cachoeira é sócio oculto. As informações foram divulgadas pela revista "Época", no fim de semana.

SENADOR

Sobre a possibilidade de a comissão ouvir o senador Wilder Morais (DEM-GO), suplente do ex-senador Demóstentes Torres, Vital do Rêgo disse que a sua convocação será discutida pela CPI junto com os demais requerimentos.

"O senador Wilder teve contatos com o senhor Carlos Augusto, segundo interceptações telefônicas. Eu não vi se o teor do requerimento [de convocação]. A presidência não versa sobre conceitos isolados de requerimento."

O suplente de Demóstenes, que tomou posse na sexta-feira, foi flagrado em conversa com Cachoeira na qual o empresário afirma que o indicou para a suplência. Morais nega a acusação e diz que o diálogo foi vazado de forma seletiva, sem permitir a conclusão real dos fatos.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 17 de julho de 2012

Cachoeira pagou contas de secretários do governador de GO

Em conversas obtidas pela Polícia Federal, o contraventor mostra irritação por pagar 'conta' e não emplacar pessoas ligadas ao seu grupo no governo de Marconi Perillo (PSDB)

 

do estadão.com.br
Secretários do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) tinham contas pagas pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, segundo conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal e divulgadas nesta terça-feira, 17, pelo jornal O Globo. Os pagamentos seriam realizados por meio da construtora Delta, apontada pela PF como empresa integrante do esquema de Cachoeira.
Os diálogos com o ex-vereador Wladmir Garcez (PSDB), que seria o braço político do esquema, ocorreram em abril do ano passado. A conversa mostraria a irritação de Cachoeira por não conseguir colocar indicações suas no governo de Perillo.
"Eu não consigo pôr no Detran, o Wilder foi lá e emplacou. O Wilder não dá um centavo pra ninguém. Imagina só: o Wilder vai lá para o Palácio, consegue convencer o Marconi a colocar o cara e você tá lá todo dia e não fala nada. Você tá com o secretariado todo dia, todo dia você traz conta pra mim, levo pro Cláudio, e não consegue emplacar ninguém. Entendeu? - reclamou Cachoeira, fazendo referência a Cláudio Abreu, da Delta Construções. O Wilder mencionado é empresário Wilder Pedro de Morais, senador que assumiu a vaga no Senado lugar do ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Em reportagem desta terça, o Estado revela que dados bancários da CPI, da PF e do governo de GO indicariam que a Delta bancou a compra da casa do governador. Cachoeira estava neste imóvel quando foi preso, em fevereiro deste ano. A PF acredita que a Delta firmou um "compromisso" com Perillo, intermediado por Cachoeira, após a posse no governo. A compra da casa teria sido a primeira negociação após o acerto.
Em nota, Perillo alegou que os três repasses citados pela PF fazem parte de um total de 13 pagamentos feitos de forma regular à Delta, por parte da Secretaria de Segurança Pública. Sobre as denúncias de que secretários tiveram as contas pagas, o governador ainda não se pronunciou.
Diante das notícias recentes envolvendo o governador, integrantes da CPI do Cachoeira avaliam reconvocar Perillo para dar explicações.
Fonte: Estadão.com.br

Líder petista na Câmara defende impeachment de Perillo

Jilmar Tatto se opõe a uma nova convocação do governador de Goiás à CPI e diz que há provas suficientes do envolvimento to tucano com Cachoeira

 

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), disse ser contrário a uma nova convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para falar à CPI da Cachoeira. Para ele, o tucano mentiu em seu depoimento e merece ser cassado pelo elo com o contraventor.
Líder do PT na Câmara Jilmar Tatto defende impeachment do governador de Goiás Marconi Perillo - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Líder do PT na Câmara Jilmar Tatto defende impeachment do governador de Goiás Marconi Perillo
"Eu acho que não tem de convocar. Para quê? Para dar o showzinho dele? Bobagem. O que a CPI deveria fazer é representá-lo no Ministério Público para que esse possa representá-lo no Superior Tribunal de Justiça (STJ)", disse o líder petista.
Tatto afirmou que existem três fatos que comprovariam o envolvimento de Perillo com Cachoeira. "Tem três episódios com provas materiais que ligam o Perillo ao Cachoeira. Primeiro a casa, que está provado que foi Cachoeira quem comprou. Segundo, a cota de funcionários que ele colocou no governo. Terceiro, que foi o Cachoeira que pagou dívidas de campanha do governador."
O líder petista afirmou que a Assembleia Legislativa de Goiás deveria abrir um processo de impeachment e que, se isso não fosse feito, caberia ao STJ tomar a medida de afastar Perillo da função. "É uma temeridade para Goiás ele continuar governador".
Fonte: Estadão.com.br

Dados sugerem que Delta pagou por casa em Goiás

Extratos indicam série de repasses da construtora a empresas de Cachoeira que culminaram em pagamento de imóvel


Ricardo Brito, da Agência Estado
Cruzamento de dados bancários da CPI do Cachoeira, da Polícia Federal e do governo de Goiás indicam que a Delta Construções teria bancado a compra da casa do governador Marconi Perillo (PSDB) pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em troca da liberação de mais de R$ 9 milhões em créditos da empresa com o Estado. O tucano nega relação entre a transação imobiliária e os pagamentos do governo.
Para a PF, Perillo firmou compromisso com a Delta na venda de sua casa a Cachoeira - Divulgação
Divulgação
Para a PF, Perillo firmou compromisso com a Delta na venda de sua casa a Cachoeira
A PF acredita que a Delta firmou um "compromisso" com Perillo, intermediado por Cachoeira, após a posse no governo. A compra da casa teria sido a primeira negociação após o acerto.
Análise dos extratos bancários mostra o "Deltaduto" em cinco momentos: 1) o dinheiro que sai da empreiteira; 2) passa por duas empresas comandadas pelo esquema do contraventor, a Alberto e Pantoja e a Adércio e Rafael Construções; 3) recursos de ambas abastecem a conta da Excitant, controlada pelo sobrinho de Cachoeira, Leonardo Augusto de Almeida Ramos; 4) três cheques assinados por Leonardo pagam a compra da casa; 5) e a liberação de créditos à Delta.
A movimentação ocorreu de fevereiro a maio de 2011. Em sete depósitos, a Delta transferiu às duas empresas de fachada R$ 5,4 milhões. Elas repassaram à Excitant R$ 1,4 milhão, em cinco transações. Perillo recebeu esse valor pela casa, em três cheques assinados pelo sobrinho de Cachoeira. A fatura da Delta foi paga em três prestações de cerca de R$ 3,2 milhões.

Escutas. As suspeitas de acerto são reforçadas pelas interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo. Em 1.º de março de 2011, às 15h04, Cachoeira pergunta ao ex-vereador Wladimir Garcêz (PSDB) se ele vai mostrar a Perillo "aqueles nove milhões" que o Estado tem de pagar.
"Você levou para mostrar para ele", pergunta Cachoeira. "Tá comigo aqui. Oito milhões, quinhentos e noventa e dois zero quarenta e três", disse Garcêz, que admitiu à CPI ter trabalhado tanto para a empreiteira como para o contraventor. "Então tá", responde Cachoeira.
Uma hora depois, nova conversa entre os dois mostra que, segundo Garcêz, Perillo ficou de resolver, em referência ao pagamento à Delta. No mesmo dia, a Delta recebeu a primeira parcela de cerca de R$ 3,2 milhões. Um dia depois, o tucano recebeu a primeira parcela pela casa.
As investigações da PF, reveladas pela revista Época, apontam que Cachoeira decidiu se desfazer da casa após a compra. Segundo a polícia, o imóvel foi vendido ao empresário Walter Paulo Santiago por R$ 2,1 milhões. Cachoeira teria recebido R$ 1,5 milhão. Perillo, outros R$ 500 mil, repassados pelo então assessor especial Lúcio Fiúza, que teria ficado com R$ 100 mil.
Em nota, Perillo alegou que os três repasses citados pela PF fazem parte de um total de 13 pagamentos feitos de forma regular à Delta, por parte da Secretaria de Segurança Pública. Há cinco casos posteriores à negociação da casa de repasses com idêntico valor. "Verificando os valores, conclui-se que os pagamentos são regulares e continuados, considerando apenas os trâmites burocráticos para sua efetivação."
Em nota, a Delta disse estar à disposição da Justiça e da CPI para prestar "todos os esclarecimentos". A empresa "reserva-se, porém, o direito de não responder a questões pontuais formuladas com base em vazamentos parciais de informações", diz o texto./ Colaborou Pedro Palazzo, especial para O Estado
Fonte: Estadão.com.br


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Corrupção é reconhecida como um obstáculo ao desenvolvimento sustentável no documento final da Rio+20

Pela primeira vez na história da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável a corrupção é reconhecida como um sério obstáculo à erradicação da pobreza, à fome e ao desenvolvimento sustentável.

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CPI do Cachoeira: vice defende indiciamento de Perillo

Um relatório da Polícia Federal diz que Perillo firmou um \"compromisso\" com a Delta Construções, assim que assumiu o cargo, no ano passado


RICARDO BRITO - Agência Estado
O vice-presidente da CPI do Cachoeira, o deputado petista Paulo Teixeira (SP), defendeu o indiciamento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, por envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Um relatório da Polícia Federal diz que Perillo firmou um "compromisso" com a Delta Construções, assim que assumiu o cargo, no ano passado. O acordo contava, diz a PF, com a intermediação de Cachoeira.
 - Dida Sampaio / AE
Dida Sampaio / AE
O acerto incluiria a liberação de créditos milionários da empreiteira com o governo goiano mediante suposto pagamento de propina a Perillo. O primeiro "compromisso", segundo reportagem da revista Época desta semana, teria sido a compra da casa do governador de Goiás pelo contraventor. "Fechou o cerco. O relatório da Polícia Federal é a prova cabal de que a venda da casa foi para Cachoeira, foi pago com dinheiro da Delta e que houve uma vinculação entre os pagamentos de créditos para a empreiteira e a quitação das parcelas pela casa", afirmou Teixeira.
Questionado sobre por quais crimes o governador de Goiás poderia ter o indiciamento sugerido pela comissão, Paulo Teixeira, que também foi líder do PT na Câmara, disse que não é possível saber agora. "Tem muitos tipos penais que ele será enquadrado", afirmou. A CPI tem prazo para encerrar os trabalhos em novembro, caso não seja prorrogada. Suas conclusões serão remetidas para o Ministério Público, que poderá, ou não, acatá-las.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), preferiu não comentar a sugestão feita pelo colega de partido sobre o indiciamento de Perillo. "Nós falamos em lugares diferentes: não vou antecipar minha opinião a respeito do relatório final", disse. "Os fatos são conhecidos da CPI. A novidade é que a Polícia Federal se manifesta na linha de estabelecer os vínculos do governador com a organização criminosa", completou.
Para Cunha, os fatos reforçam o que ele já disse do governador: que Marconi "mentiu" à CPI sobre a venda da casa. No final de junho, o relator da comissão disse que a "história da casa" foi montada para negar a relação de Perillo com Cachoeira. Embora tenha admitido que Perillo "mentiu" à CPI, Cunha também não quis revelar se pedirá o indiciamento do governador por crime de perjúrio (falso testemunho) ao final dos trabalhos.
Fonte: Estadão.com.br

sábado, 14 de julho de 2012

Tribunal de Goiás afasta juiz ligado a grupo de Cachoeira

FREDERICO VASCONCELOS
DE SÃO PAULO
O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, com sede em Goiás, afastou de suas funções na quinta-feira o desembargador Júlio César Cardoso de Brito, acusado de envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira.
Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal e documentos encaminhados ao TRT pela 11ª Vara Federal Criminal de Goiás sugerem que Brito orientava advogados do grupo de Cachoeira a lidar com ações no tribunal em troca de vantagens financeiras.
Por unanimidade, os desembargadores do tribunal decidiram abrir processo disciplinar para investigar denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Sindicato dos Servidores Federais em Goiás.
 Na véspera, Brito pediu licença de suas funções no TRT, onde era vice-presidente e chefiava a corregedoria.
O processo se baseia em 77 ligações interceptadas pela polícia, em que o desembargador conversa com um dos braços direitos de Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, que Brito trata como "irmão".
Nas conversas, o desembargador discute situação de empresas com ações trabalhistas no TRT de Goiás, entre elas o laboratório Vitapan, de Cachoeira, a distribuidora de medicamentos JC, de um irmão do empresário, e a Ideal Segurança.
Há suspeitas de que uma viagem do desembargador a Buenos Aires foi patrocinada por Gleyb. Numa das conversas gravadas, um operador de Cachoeira discute com Brito a encomenda de um computador que o empresário traria para ele de Miami (EUA).
O juiz disse que não atuou no julgamento de ações de interesse das empresas, mas a corte entendeu que ele orientava advogados do grupo trocando mensagens com identificação de processos para acompanhamento no TRT.
As escutas mostram que o desembargador se referia a Cachoeira como "cabeça" e "companheiro" e também tinha contato com o delegado da PF Deuselino Valadares dos Santos, afastado por sua ligação com Cachoeira.
Preso no fim de fevereiro e alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, Cachoeira é acusado de comandar uma rede de corrupção e tráfico de influência com ramificações em vários Estados.
O TRT designou o desembargador Platon Teixeira de Azevedo Filho para assumir as funções de Brito na vice-presidência e na corregedoria enquanto durarem as investigações no tribunal.
O envolvimento de Brito com Cachoeira foi investigado inicialmente por uma comissão de sindicância, instaurada em maio, após reportagens publicadas pelos jornais "O Popular", de
Goiás, e "Correio Braziliense", de Brasília, revelarem as ligações do desembargador com o grupo.
Diante da gravidade das informações recebidas da Justiça Federal, a comissão de sindicância suspendeu o procedimento preliminar e o tribunal decidiu julgar a proposta de abertura de processo administrativo disciplinar, apresentada pelo presidente da corte, desembargador Mário Sérgio Bottazzo.
OUTRO LADO
O desembargador Júlio César Cardoso de Brito alegou em sua defesa que não houve qualquer influência sua no julgamento de processos.
Segundo ele, está provado nos autos que não participou de julgamentos que envolviam interesse das empresas Ideal Segurança, Vitaplan Indústria Farmacêutica e JC Distribuidora de Medicamentos.
Ele exibiu documentos mostrando que não atuou como relator ou como revisor em processos que estão em tramitação no tribunal.
O desembargador disse que mantinha convívio social com Gleyb Ferreira da Cruz e com Deuselino Valadares dos Santos, não chegando a amizade íntima ou a algum vínculo negocial.
Diz que é amigo do policial há dez anos, a quem habitualmente trata por "polícia" ou "orea", frequentando sua residência, participando de reuniões sociais e atividades maçônicas.
Sustentou que conhecia superficialmente Carlinhos Cachoeira, sem nenhum convívio diário. Disse que na viagem com sua mulher a Buenos Aires, acompanhados de Gleyb Ferreira da
Cruz e Marcos Antônio Ramos, Cruz e Ramos souberam casualmente que viajaria à Argentina.
Ele declarou que cada um viajou por sua própria conta.
Finalmente, negou ter intermediado encontros entre empresários goianos do Laboratório Neoquímica e o ministro do TST Guilherme Augusto Caputo Bastos.
Afirmou que os contatos de empresários com o ministro foram institucionais, com o intuito de conseguir patrocínio para seminários de direito desportivo trabalhista, eventos para cuja organização apenas pretendeu ajudar.

Editoria de Arte/Folhapress
 Fonte:Folha .com

Cai um amigo, sobe outro

O Estado de S.Paulo
O que menos interessa na história do empresário goiano Wilder Morais, que ocupará a cadeira do senador cassado Demóstenes Torres, como seu primeiro suplente, é a circunstância destacada no noticiário de ser ele ex-marido de Andressa Mendonça, a companheira do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. São de outra natureza os envolvimentos que importam - e que autorizam dizer que a queda de Demóstenes não privou o bicheiro de um amigo no Senado.
O político destituído, que recebeu de Wilder R$ 700 mil na campanha de 2010, fazia praça da sua amizade com Cachoeira, até para negar que passassem disso os vínculos entre ambos. O seu substituto, sócio-proprietário de 24 empresas (das quais 9 omitidas à Justiça Eleitoral) e que ocupava a Secretaria de Infraestrutura do governo Marconi Perillo, é também, além de amigo, devedor confesso e agradecido do batoteiro, a quem chamava de "vossa excelência". Este, que o chamava de "senador", talvez com fino senso premonitório, jamais apostou em amizades desinteressadas.
Nas sete conversas entre eles interceptadas pela Polícia Federal, trechos das quais foram divulgados pela Folha de S.Paulo, ouve-se Cachoeira dizer em dado momento: "Eu não vou expor você, cara. Fui eu que te pus na suplência, nessa Secretaria, você sabe muito bem disso. Então, para que eu vou te expor?". No que consistiria a exposição ainda é segredo deles. Mas a resposta do agora senador da República é um reconhecimento que chega à abjeção. "Carlinhos", começa ele, "pensa um cara que nunca teria encontrado um governo, que nunca teria sido b... nenhuma. Você está falando com esse cara."
O tempo dirá, talvez, se Wilder já teve ocasião de retribuir de alguma forma os imensuráveis benefícios recebidos. Declarar a um delinquente que deve tudo a ele pode dizer muito do caráter do favorecido, mas é pouco para que seja levado ao mesmo pelourinho de Demóstenes. E, dada a conjuntura que o alçou ao seu assento, é improvável que Wilder venha a ser o novo "despachante de luxo" de Cachoeira, como se disse do então senador. Isso em nada reduz a excrescência política e moral do sistema de suplências no Senado. Dos seus 81 membros, 15 - ou 18% do total - estão atualmente aboletados na Casa sem ter recebido um único voto, graças a espúrios arranjos financeiros, partidários e familiares.
Treze Estados estão representados - se é que esse é o termo - por um ou dois suplentes, todos eles gozando das mesmas mordomias dos titulares, entre as quais o acesso ao plano de previdência dos congressistas, ainda que estejam de passagem pela chamada Câmara Alta. Pode ser o caso do maranhense Lobão Filho, se o pai, Edison Lobão, deixar de ser ministro de Minas e Energia. O exemplo mais escabroso é o da família Cassol, de Rondônia. No ano passado, Ivo Cassol, o titular, se licenciou, alegando motivos particulares. Foi substituído durante quatro meses pelo suplente Reditário Cassol, seu pai. O bastante para ele ganhar acesso à previdência parlamentar.
Desde março está pronto para ir a plenário um projeto de emenda constitucional que reduz o número de suplentes a um, proíbe que seja parente do titular e restringe a ascensão do "vice" a situações temporárias. Se a proposta vingar, Wilder, por exemplo, ficará com a vaga de Demóstenes até a eleição de 2014 (porque já não daria tempo para fazer a disputa pela cadeira juntamente com o pleito municipal de outubro). Visto que nunca alguém perdeu dinheiro sendo cético em relação ao desejo dos políticos de mexer nas regras que os beneficiam, convém esperar até o Senado incluir o projeto na sua pauta de votações.
Ou melhor, convém a sociedade pressionar para que o faça já na volta do recesso de meio de ano, na esteira do clima de opinião que tornou possível - mesmo em escrutínio secreto - a cassação de Demóstenes por 56 votos a 19, com 5 abstenções e 1 ausência. Uma exuberante maioria, portanto, votou com o País, quando poderia votar contra, impunemente. Que o fato animador não sirva, porém, de pretexto para o Congresso manter o sistema de votações sigilosas que lesa o direito do eleitor de saber como agem, sempre, os seus representantes.
Fonte Estadão.com.br

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Justiça cassa prefeito e multa outros 13 políticos em Itacambira-MG

MONTES CLAROS – O atual prefeito Marcelo Leão Ferreira, da cidade de Itacambira, no Norte de Minas, teve o mandato cassado pela Justiça Federal. Acusados de irregularidades administrativas, ele e outros 13 ex-prefeitos da mesma região foram multados em R$ 786,8 mil, podendo chegar a R$ 1,2 milhão, após correção dos valores. A sentença foi proferida pelo juiz federal Carlos Henrique Borlido Haddad, da 1ª Vara Federal de Montes Claros, por meio do “Projeto Guardião”, no qual servidores da Justiça Federal são escolhidos para executar todos os procedimentos e acelerar o julgamento de processos que tramitavam há anos sem solução.

Fonte: Blog do Fábio Oliva