Fonte: Blog do Ronco
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Sarney inspira Lobão a agravar pena de corrupção
sábado, 22 de outubro de 2011
Blatter 'moralizador' ameaça Ricardo Teixeira
RODRIGO MATTOS
ENVIADO ESPECIAL A ZURIQUE
Em cruzada para limpar a imagem da Fifa, o presidente Joseph Blatter prometeu na sexta-feira reabrir o caso ISL (International Sports and Leisure), em que houve propinas recebidas por cartolas da entidade.
É o maior escândalo de corrupção da organização máxima do futebol. A promessa dele, no entanto, não é uma garantia de que se tornarão públicos os nomes dos subornados. A ameaça de mexer no caso atinge o presidente do COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014, Ricardo Teixeira, que, segundo a BBC, recebeu propinas.
Afeta o ex-presidente da Fifa João Havelange. E pode opor o comitê da Copa ao presidente da Fifa. Outros membros do Comitê Executivo podem ser afetados. Só que esse foi o único trunfo de Blatter para mostrar estar engajado em uma luta contra a corrupção.
| Fabrice Coffrini/France Presse | ||
| O presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante entrevista, em Zurique |
"É um dossiê complexo [o da ISL]. É complicado, com repercussões legais. O Comitê Executivo, por meu pedido, concordou que em dezembro nós vamos abrir esse arquivo", disse o cartola.
Segundo o dirigente, os documentos serão entregues para uma auditoria após 17 de dezembro, na próxima reunião do Comitê Executivo da Fifa. Na mesma data, eles se tornariam públicos.
A questão é que o processo da ISL foi encerrado em 2010, com sigilo na Justiça suíça. Concluiu-se que US$ 100 milhões foram pagos em subornos a dirigentes, mas seus nomes não foram revelados após eles pagarem multas.
O advogado e jornalista Jan François Tanda entrou com uma ação para pedir a revelação dos documentos. Mas a Fifa e dois dirigentes, descritos como Y e Z, lutam para impedir a publicação. Outros processos foram abertos por jornais e TVs.
"Se a Fifa quiser, é só desistir do processo que ele se torna em parte público", explicou Tanda. "Tem que saber se as outras partes também vão desistir do sigilo". Se os dois cartolas mantiverem a luta pelo sigilo, a Justiça suíça terá de decidir o que se torna público, explicou Tanda.
| Antonio Lacerda-29.jul.2011/Efe | ||
| O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio, em julho de 2011 |
E os nomes deles podem continuar anônimos. Até agora, os procuradores suíços concordaram, por duas vezes, em liberar os documentos. Mas os dirigentes recorreram, e o caso deve ir a cortes inferiores e superiores.
E os membros do Comitê Executivo não se manifestaram claramente a favor da liberação dos documentos. Até porque Blatter não colocou a questão em votação. "Não botei em voto, mas ninguém se manifestou contra", disse ele.
Na reunião, estavam Teixeira e o presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, outro possível implicado no caso. A assessoria do presidente do COL e da CBF não respondeu às ligações da Folha.
Folha.com
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
O ralo dos convênios com ONGs
“Era preciso haver mecanismos eficientes de fiscalização para separar que ONGs realmente são honestas daquelas que estão unicamente interessadas na teta gorda que o governo tornou disponível. E o governo não tem esses mecanismos”
O Palácio do Planalto já tinha ontem (19) informações de que aparecerão no sábado (21) as gravações que o PM João Dias Ferreira diz ter contra o ministro do Esporte, Orlando Silva. Ao que tudo indica, as gravações estão com a revista Veja, que vai divulgá-las. Ao que parece, não há conversas com o próprio Orlando Silva, o que é avaliado com alívio. São conversas com outras pessoas. Se Orlando Silva é diretamente mencionado nas conversas, o Planalto ainda não sabe. E, pior ainda, não sabe também de que forma ele é mencionado. Está aí o tamanho da encrenca. Até agora, Orlando Silva tem sido veemente ao negar as acusações que Dias fez contra ele, e até agora tem razão quanto ao fato de que são apenas acusações, não apareceram provas. O problema agora está no segundo passo: diante das provas, Orlando Silva aguenta ou não aguenta?
Até aqui, a presidenta Dilma lidou com o caso no mesmo padrão que utilizou nas outras denúncias que surgiram. Primeiro, ela espera que o ministro se defenda. E quer que ele se exponha mesmo na sua argumentação. Quem se encolhe achando que pode submergir e esperar a onda passar, dança com a presidenta. O fato de Orlando Silva ter ido duas vezes ao Congresso esta semana para se expor ao questionamento dos parlamentares foi muito bem recebido. E como seu delator usou como estratégia esperar o próximo fim de semana para detonar sua próxima bomba, até aqui o ministro do Esporte saiu-se bem. Sem nada mais concreto, a oposição esquivou-se de questionar Orlando Silva. Resta saber, porém, se o ministro não está no papel do otimista da piada, aquele que salta do vigésimo andar e, ao passar pelo décimo, comenta: “Até aqui, tudo bem”.
É preciso, porém, que se divida o imbroglio em que se meteu Orlando Silva em duas partes. Contra ele, há uma acusação muito grave: a de que recebeu diretamente dinheiro de corrupção, desviado de programas do governo, na garagem do ministério. Temos aí uma acusação grave e direta. Sobre ela, só há por enquanto a afirmação de João Dias Ferreira. É disso que Orlando Silva se safa. Há, porém, uma segunda parte do rolo da qual ele não se safou, e que desagrada imensamente a Dilma: a absoluta falta de controle dos ministérios com os convênios que vem firmando com Organizações Não-Governamentais (ONGs).
Porque, no caso, basta usar como fonte as próprias declarações de Orlando Silva sobre as ONGs de João Dias Ferreira. Como tem dito o ministro e todos os parlamentares governistas que saem em defesa dele, o kung fu que João Dias praticava era cheio de golpes baixos. As denúncias de rolos nos convênios com as organizações ligadas ao PM remontam ainda do tempo em que o hoje governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, era o ministro do Esporte. Foram alvo de uma operação da Polícia Federal, a Operação Shaolin. Ora, se João Dias Ferreira é bandido, se as suas ONGs são um festival de picaretagem, nas palavras do próprio ministro Orlando Silva, por que é que foram repassados alguns milhões a elas? Por que é que há convênios firmados mesmo depois de surgidas as primeiras denúncias?
E outros casos pipocam não apenas no Ministério do Esporte. O Congresso em Foco mesmo acabou de publicar que do Ministério do Turismo escoaram R$ 80 milhões em convênios para festas, rodeios, escolas de samba, bailes de carnaval, etc.
Neste ponto, lá da África do Sul, Dilma deu um puxaozinho de orelha em Orlando Silva. Numa entrevista, ela lembrou que no dia 16 de setembro baixou um decreto tornando mais rígidos os critérios para a formulação de convênios dos ministérios com ONGs. E completou dizendo que desde o primeiro dia de seu governo vem reforçando a recomendação de cuidado absoluto com os repasses de dinheiro público. Aí, nesse ponto, houve negligência do Ministério do Esporte. Mesmo que Orlando Silva argumente agora que este ano não vai firmar convênio nenhum com ONGs e que tem se empenhado em recuperar o dinheiro desviado, o fato é que o dinheiro foi desviado. Em sua defesa, não foi apenas na sua gestão, nem apenas no seu ministério.
Essa relação entre governos e ONGs, é bom que se diga, não foi invenção dos governos do PT. Foi invenção do governo Fernando Henrique Cardoso. Era o ponto principal da lógica do programa Comunidade Solidária, idealizado por Ruth Cardoso. Em princípio, é uma boa ideia: se o governo não tem estrutura para tocar tudo sozinho na área social, que faça parcerias com gente bem intencionada na sociedade civil. Mas aí é que está o problema. Como diz o ditado, de boas intenções, o inferno está cheio. Era preciso haver mecanismos eficientes de fiscalização para separar quem realmente é honesto de quem está unicamente interessado na teta gorda que o governo tornou disponível. E o governo não tem esses mecanismos eficientes de fiscalização. O ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, costuma dizer que para cada milhão entregue a uma ONG o governo teria talvez de gastar outro milhão para montar uma estrutura que tornasse o processo realmente à prova de fraude. Porque é um processo pulverizado: milhares de ONGs, milhares de pequenas verbas que, juntas, causam um buraco imenso nas contas.
De qualquer modo, de parte da CGU, esse ralo vem sendo alvo de preocupação há algum tempo. E sugestões da Controladoria vêm se transformando em regras para tornar mais rigoroso o critério de repasse dos recursos. “São já duas as decisões recentes da presidenta Dilma, que deverão fazer grande diferença para o controle dos recursos transferidos pelo governo federal”, disse ontem Jorge Hage a este colunista. “A primeira, foi em 27 de junho, quando assinou decreto que acabou com o saque na boca do caixa, por parte das prefeituras”, continua. “E a segunda, agora em 16 de setembro, quando estabeleceu regras bem mais duras para a seleção das ONGs, proibindo convênios com ONGs de ‘ficha-suja’, digamos assim, ou que não tenham ao menos três anos de atuação naquela mesma atividade. Veja bem, não são três anos de criada apenas, mas três anos de efetiva experiência no assunto do convenio. Além disso, exige-se agora chamamento público para a escolha da ONG. E mais: exige-se que o próprio ministro assine o convênio; assim, ninguém mais poderá dizer que não sabia do que se passou”. Viu, Orlando Silva: não pode dizer que não sabia.
* É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultou na cassação do senador Luiz Estevão.
Outros textos do colunista Rudolfo Lago.
Em defesa do Ficha Limpa
Fonte: Diário de São Paulo 18/10/2011
Às vésperas de o STF (Supremo Tribunal Federal) colocar em pauta a validade da Lei Ficha Limpa nas futuras eleições, dois fatos novos ajudam a colocá-la em conveniente evidência. Um fato novo foi a inclusão da Ficha Limpa entre os temas das marchas contra a corrupção realizadas em várias cidades brasileiras no feriado de 12 de outubro, destacando-se a de Brasília, com 20 mil participantes. O outro foi a minuta de decreto que a CGU (Controladoria Geral da União) encaminhou à Casa Civil no dia 14, estabelecendo os critérios da Lei Ficha Limpa na nomeação de ministros e de todos os cargos de confiança do Executivo.
As marchas contra a corrupção são um movimento incipiente, com registros significativos apenas em Brasília, até agora. Nascidas das redes sociais da internet, ainda não têm aqueles componentes que inflamam movimentos assim. Falta-lhes, por exemplo, um slogan, como o das Diretas-Já que levavam centenas de milhares às ruas 26 anos atrás. Mas têm um bom símbolo, a vassoura de cerdas verdes, e já se percebe no Congresso uma inquietação positiva, na medida em que se levantam dados para elaboração de projetos para estender seus efeitos também para o Judiciário e o Executivo.
Quanto à minuta de decreto encaminhada pela CGU, é animadora a perspectiva de andamento rápido. Passando pelos ajustes que a Casa Civil considerar necessários, a etapa seguinte já é a sanção presidencial. Ou seja, se a presidente Dilma Rousseff sancionar o decreto, o governo federal fica imediatamente proibido de nomear e contratar indivíduos que tenham sido condenados em segunda instância. Melhor será se Brasília seguir o exemplo de Santa Catarina, onde a vigência dos critérios da Ficha Limpa resultou no afastamento de dois nomeados para o primeiro escalão estadual.
Essa é outra novidade que merece registro: nos governos estaduais e em algumas capitais já existem iniciativas para barrar a nomeação de quem tem pendências judiciais com sentença negativa em tribunais colegiados. Adota-se, na verdade, um dos princípios que nortearam as entidades e organizações que patrocinaram, desde 2007, o projeto que veio a resultar na criação da Lei Ficha Limpa: se para concursos públicos exige-se atestado de bons antecedentes judiciais, o mesmo deve valer para o provimento de cargos públicos que não requerem concurso.
Ficou uma frustração generalizada, nas eleições de 2010, quando o STF decidiu que a Lei Ficha Limpa só entraria em vigor pleno a partir das eleições de 2012. Ficou a frustração e também uma forte preocupação, pois os advogados dos fichas-sujas insistem na tese de que só pode haver restrição depois de condenação em última instância. É isso que o STF vai decidir, nas próximas semanas, e é bom os ministros sentirem que existe um empenho nacional em defesa da Lei Ficha Limpa.
Acompanhe ao vivo a cobertura da morte do ex-ditador da Líbia Muammar Gaddafi
Do UOL NotíciasEm São Paulo
Relembre a trajetória de Muammar Gaddafi
O premiê interino da Líbia, Mahmoud Jibril, junto com líderes do governo interino da Líbia, confirmou a autoridades americanas nesta quinta-feira (20) que o ex-ditador líbio Muammar Gaddafi foi morto em Sirte. O UOL Notícias acompanha a transmissão dos principais veículos internacionais e faz, abaixo, a cobertura em tempo real da morte do ditador. Confira.
Uol.com
Rebeldes dizem que Gaddafi morreu, segundo agências e TV
DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Comandantes das forças rebeldes da Líbia afirmaram nesta quinta-feira que Muammar Gaddafi, cuja captura foi reportada mais cedo, não resistiu aos ferimentos e morreu, segundo agências de notícias e emissoras de TV.
As forças do CNT (Conselho Nacional de Transição), órgão político dos rebeldes, anunciaram a captura de Gaddafi nesta quinta-feira.
Veja imagens da comemoração dos rebeles após a captura do líbio
Veja imagens marcantes do ditador
Segundo a emissora de TV britânica BBC, Gaddafi foi detido pelos rebeldes enquanto tentava escapar de Sirte, sua cidade natal, em um comboio. Um combatente do CNT declarou que ao ser capturado Gaddafi gritou: "Não atirem, não atirem."
O canal de TV "Libya lil Ahrar" também informou a detenção do ditador. Segundo a emissora, ele foi detido com o filho Muatasim; Mansur Dau, chefe dos serviços de segurança interna; e Abdullah Senusi, diretor do serviço de inteligência líbios.
De acordo com a France Presse, Aboubakr Younès Jaber, ministro da Defesa do regime, foi morto em Sirte hoje. O médico Abdou Raouf afirmou ter "identificado o corpo", levado nesta manhã para o hospital de campanha local.
A rede qatariana Al Jazeera afirmou que a Otan, a aliança militar do Ocidente, e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos informaram que ainda não podem confirmar os relatos da captura de Gaddafi, cujo paradeiro era desconhecido desde que os rebeldes ingressaram em Trípoli, capital líbia.
"Vimos relatos na mídia que não podemos confirmar", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado Beth Gosselin à Reuters.
CAPTURA DE SIRTE
Forças rebeldes da Líbia capturaram nesta quinta-feira as últimas posições mantidas pelos partidários de Muammar Gaddafi em Sirte, cidade natal do ditador.
"Sirte foi liberada. Não há mais forças de Gaddafi", disse o coronel Yunus Abdali, chefe de operações na parte oriental da cidade. "Agora estamos caçando seus combatentes, que estão em fuga".
Outro comandante da linha de frente confirmou a captura da cidade costeira no Mediterrâneo, que era o último bastião de importância de combatentes pró-Gaddafi.
A ofensiva final contra a cidade natal do ditador começou por volta das 8h no horário local e durou cerca de 90 minutos antes de os soldados leais ao regime fugirem.
Pouco tempo antes, cerca de cinco veículos de combatentes gaddafistas tentaram escapar da cidade, mas os passageiros foram mortos pelos soldados do CNT.
| Ahmad Al-Rubaye/France Presse | ||
| Soldado rebelde se protege durante combate com forças leais a Gaddafi na cidade de Sirte |
Os rebeldes realizavam uma grande operação de busca na cidade, revistando prédios e residências na tentativa de encontrar algum combatente leal ao regime que pudesse estar escondido.
Mais cedo, um comandante do CNT já havia afirmado que a queda de Sirte era iminente, depois que suas forças entraram no último bairro da cidade que não estava sob seu controle.
"É o último dia da batalha, dentro de algumas horas anunciaremos a queda de Sirte", declarou o tenente-coronel Hussein Abdel Salam, da Brigada Misrata.
A captura de Sirte é considerada pelos rebeldes essencial para a consolidação da queda do regime de Muammar Gaddafi, há 42 anos no poder. O CNT afirmou que só começará a instauração de uma democracia na Líbia quando todo o território estivesse sob seu controle.
FUGA
Pessoas ligadas a autoridades do regime de Gaddafi fugiam da cidade de Sirte desde segunda-feira (17), entre elas a mãe e o irmão de Mussa Ibrahim, porta-voz de Gaddafi, informou um comandante do CNT.
"São parentes de autoridades do regime. A mãe e o irmão de Musa Ibrahim estão entre eles", afirmou Wissam ben Hamidi.
| Esam Al-Fetori /Reuters | ||
| Carro de luxo é visto estacionado em casa danificada pelos combates entre rebeldes e gaddafistas em Sirte |
Quase 150 combatentes do novo regime se reuniram ao redor dos veículos, o que provocou cenas de confusão, antes que as famílias fossem retiradas rapidamente do local. De acordo com Hamidi, comandante das operações na frente leste de Sirte, alguns ocupantes dos veículos eram pessoas procuradas pelos rebeldes, mas nenhuma era considerada importante.
BANI WALID
A cidade líbia de Bani Walid, que era um dos últimos redutos fiéis a Gaddafi, a 170 km ao sudeste de Trípoli, foi "totalmente libertada" na segunda-feira (17), segundo anúncio de Ahmed Bani, um dos chefes militares do CNT.
De acordo com moradores, homens leais a Gaddafi recuaram devido ao avanço das forças rebeldes. Segundo relato do morador Moammar Warfali, combatentes do governo de transição cercaram o centro, um hospital e vários edifícios que eram usados por franco-atiradores leais a Gaddafi para impedir o avanço.
Bani Walid é a terra da tribo Warfalla, a maior e uma das mais influentes do país. A cidade está sitiada há semanas, e as autoridades negociavam uma rendição com os líderes tribais.
UOL/Notícias
Kadafi foi capturado, diz comandante do governo interino da Líbia
Outra autoridade diz que líder deposto foi morto, mas nenhuma informação foi confirmada por EUA ou Otan
Imagem de TV mostra combatentes do governo interino da Líbia celebrando vitória em Sirte
Um comandante de alto escalão do governo interino da Líbia afirmou nesta quinta-feira que o líder deposto Muamar Kadafi foi capturado. Outra autoridade do Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmou que Kadafi foi morto, mas nenhuma das duas informações foi confirmada pelos Estados Unidos ou pela Organização do Atlântico Norte (Otan).
"Ele foi capturado em sua cidade natal, Sirte. Está muito ferido, mas ainda está respirando", afirmou Mohamed Leith, comandante do Conselho Nacional de Transição (CNT). Segundo ele, o líder deposto estava vestindo um uniforme cáqui e um turbante.
A Otan afirmou ter realizado um ataque aéreo contra veículos de partidários de Kadafi em Sirte, mas não confirmou se o líder deposto estava nos carros atingidos.
Kadafi estava foragido desde que as forças do governo interino tomaram o controle da capital líbia, Trípoli, no fim de agosto. O CNT também anunciou a morte de Aboubakr Younès Jaber, ministro da Defesa da era Kadafi.
O anúncio da captura de Kadafi foi dada na TV estatal líbia pouco depois de as forças do governo interino da Líbia terem dito que conseguiram tomar o controle de Sirte, um dos últimos bastiões de seus partidários.
“Sirte foi liberada”, afirmou o coronel Yunus Al Abdali, chefe de operações na parte oriental da cidade, enquanto tropas comemoravam nas ruas. “Os combates continuam porque estamos caçando os partidários de Kadafi, que fugiram.”
Segundo a agência AP, jornalistas assistiram ao ataque final na cidade, que começou por volta das 8h (horário local) e durou cerca de 90 minutos. Pouco antes, cinco carros lotados de partidários de Kadafi tentaram deixar a cidade, mas foram recebidos com tiros pelas forças do governo interino. Pelo menos 20 teriam morrido, e não está claro se esses seriam os veículos atingidos pelo bombardeio ds Otan.
Depois da batalha, os soldados do CNT começaram a vasculhar casas e prédios em busca de partidários escondidos. Pelo menos 16 homens pró-Kadafi foram capturados, assim como várias armas e munições.
Tiros foram disparados para o alto em celebração à queda de Sirte, que acontece quase dois meses após as forças do CNT terem controlado a capital, Trípoli. O CNT tinha afirmado que quando obtivesse o controle de Sirte, seria possível dizer que todo o país estava “livre”.
Não está claro se os partidários de Kadafi que conseguiram escapar tentarão reorganizar a resistência utilizando as armas que o governo do líder deposto teria escondido em áreas remotas do deserto no sul do país.
Com Reuters e AP
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Ficha limpa: o que está em debate no STF
| |
|
Fonte: UOL
“No centro das discussões está a resposta a uma indagação primária: inelegibilidade é pena criminal ou condição para o registro da candidatura?”
A sociedade brasileira está à espera do julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 30, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em que se afirma a plena compatibilidade da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar n° 135/2010) com os princípios afirmados pela Constituição Cidadã.
No centro do debate está a resposta a uma indagação primária: inelegibilidade é pena criminal ou condição para o registro da candidatura? A resposta a essa pergunta conduz à solução dos dois principais impasses a serem finalmente resolvidos pelo Supremo Tribunal Federal. Um é relativo à aplicabilidade do princípio da presunção de inocência; outro se refere à incidência do princípio da irretroatividade da lei penal. Ambos os princípios a que acabo de me referir são inerentes ao Direito Penal. O saber jurídico possui muitos campos (Administrativo, Ambiental, Penal, Trabalhista, Civil, Eleitoral etc.), cada um dos quais regido por uma principiologia própria. É especialmente no campo dos princípios que as disciplinas jurídicas se distinguem. Enquanto no Direito Penal uma sentença só pode ser executada quando se esgotam os recursos, no Direito Processual Civil, por exemplo, é comum a execução provisória dos julgados (art. 520 do CPC). Já em matéria eleitoral, a regra é a execução imediata das decisões (art. 257 do CE). Então, o que de fato é uma inelegibilidade? Qual é a sua natureza jurídica? Os que afirmam ser a inelegibilidade uma sanção, se apegam a seus aspectos exteriores. Consideram que o fato de ela impedir o acesso de alguém ao registro válido da candidatura constitui uma punição, uma reprovação de uma conduta baseada num juízo de perfil condenatório. Não é isso, todavia, o que ocorre. Inelegibilidade não é uma sanção, é uma condição jurídica. Enquanto as sanções implicam em limitação ao exercício de direitos preexistentes, as condições constituem requisitos para o acesso a novos direitos. Segundo o art. 121 do Código Civil, “Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto”. A condição é, assim, um requisito para o exercício de um direito. Em muitas situações, as normas permitem que se cobre o preenchimento de certas exigências para que um direito possa ser exercido. As condições permitem verificar se o pretendente possui as qualidades necessárias ao alcance do direito. Isso acontece em muitos campos. Se alguém pretende vender uma casa e aceita receber o valor em parcelas, pode estipular que só negociará com quem se predispuser a adiantar certo montante. Trata-se do estabelecimento de uma condição. Se alguém oferece uma vaga de emprego, pode exigir do pretendente prova de habilitação técnica. Em matéria eleitoral, as condições aparecem como características que os postulantes devem ostentar como requisito para a obtenção do registro da sua candidatura. Nesse contexto, as inelegibilidades aparecem como condições negativas cujo preenchimento impede alguém de se ver registrado candidato pela Justiça Eleitoral. A Constituição foi emendada em 1994 para determinar ao legislador que editasse lei complementar fixando inelegibilidades que levassem em conta a “vida pregressa” do candidato. Como o Congresso não adotou essa providência, mantendo inalterada a Lei de Inelegibilidades (publicada em 1990), a sociedade lançou mão do instrumento da iniciativa popular de projeto de lei (art. 14, III, da CF) para reclamar a adoção da medida legislativa negligenciada. A Lei da Ficha Limpa instituiu novas condições para as candidaturas. Por meio dessas novas cláusulas, se estabeleceu o novo perfil que a sociedade espera dos candidatos. Quando se afirma que alguém já condenado por um tribunal (órgão colegiado) por narcotráfico, pedofilia, homicídio ou corrupção não pode lançar-se candidato, não se leva em conta sua eventual culpa pelo delito que lhe é atribuído, mas tão somente a existência de um dado objetivo: a condenação. Segundo as normas brasileiras, os analfabetos e, em certas condições, os cônjuges de mandatários são inelegíveis. É uma boa demonstração de que a inelegibilidade não possui caráter punitivo. Além desses, a Lei da Ficha Limpa quer inelegíveis os que renunciam a mandatos para escapar da aplicação de sanções de natureza política, como nos casos de quebra do decoro parlamentar. A sociedade, por meio do Congresso Nacional, tem todo o direito de afirmar que tais candidaturas são indesejáveis. Da mesma forma, os condenados por tribunais nos casos gravíssimos que a lei menciona são afastados, pela lei, do acesso à candidatura, pouco importando se são ou não culpados. A culpa – elemento subjetivo – haverá de interessar apenas à Justiça Criminal. À Justiça Eleitoral, no momento de processar os pedidos de registro de candidatura, importará apenas a verificação de dados de natureza objetiva (se é alfabetizado, se atingiu a idade exigida, se não possui condenações em certas hipóteses etc.). Enquanto a pena tem suas lentes voltadas para o passado (um fato que torna o responsável passível de punição), a inelegibilidade tem sua vista projetada para o futuro: interessa-lhe a proteção dos mandatos, dificultando o seu acesso por parte de pessoas que ostentem indicadores objetivos de que podem pô-los em risco. É a própria Constituição quem afirma essa particularidade: “Lei Complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato (…)” (§ 9° do art. 14 da CF). Como se vê, enquanto a sanção penal tem propósitos punitivos, a inelegibilidade tem por meta o estabelecimento do perfil esperado dos candidatos. Essa é a finalidade de todas as exigências fixadas na Lei da Ficha Limpa. Isso é assim porque nos domínios eleitorais prevalece o PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO, afirmado expressamente no citado § 9º do art. 14 da Constituição Federal. Visto que inelegibilidade não é pena, o que atrairia o princípio da presunção de inocência, afasta-se desde logo a exigência do trânsito em julgado. Pode-se afirmar, então, que inelegibilidade não é pena, é uma condição jurídica. Não há nisso nada de novo. Essa já é a posição adotada pelo Supremo Tribunal Federal. Veja-se, a respeito, o precedente abaixo transcrito: “(…) inelegibilidade não constitui pena. Destarte, é possível a aplicação da lei de inelegibilidade, Lei Complementar n° 64, de 1990, a fatos ocorridos anteriormente à sua vigência” (MS 22087-2, Rel. Min. Carlos Velloso. Diário da Justiça, 10/05/1996. Ementário nº 1827-03). Observe-se que a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal afasta da inelegibilidade o caráter de pena. Por razões lógicas, se reconhece sua aptidão para alcançar fatos ocorridos no pretérito. É a própria Constituição quem o declara: a inelegibilidade levará em conta a “vida pregressa” do candidato. Digamos que a norma até aqui não considerasse que as pessoas casadas com atuais mandatários fossem inelegíveis. Se ela passasse a fazê-lo a partir de hoje, seria razoável imaginar que os que se casaram antes da inovação legislativa permaneceriam elegíveis? É a esse raciocínio absurdo que se chega ao adotar-se a idéia de que a inelegibilidade não pode considerar fatos ocorridos no passado. Na verdade, não ocorre na Lei da Ficha Limpa qualquer aplicação retroativa de normas. A referida lei estipulou novas condições (causas de inelegibilidade), que passarão a ser aplicadas a partir das eleições de 2012. Se até 2010 foram aplicadas as flácidas normas até então vigentes, a partir de agora o rigor aumentará em razão da vontade manifestada pelo Congresso Nacional sob a forma de lei complementar à Constituição. Trata-se de inovação que não altera fatos ocorridos no passado nem deles lança mão para finalidades punitivas. Observam-se apenas os dados escolhidos pelo legislador como relevantes para, cumprindo a missão constitucional, verificar os dados objetivos que marcam a “vida pregressa dos candidatos”. Só haveria retroatividade, nesse caso, se a nova lei pretendesse alterar o resultado de eleições anteriores, realizadas sob o pálio de normas diversas. Nada disso ocorre neste caso. Gostaria de rememorar um momento importante desse debate. Em 21 de setembro de 2010 foi lançado manifesto em que se afirmava: “Nenhuma inelegibilidade se baseia na idéia de culpa, mas na de proteção, segundo o declara a própria Constituição Federal. É por isso que é aceita normalmente a inelegibilidade dos cônjuges, dos analfabetos e dos que não se desincompatibilizaram de seus cargos e funções dentro de certos prazos. Que ilícito praticaram? Por que estariam sendo “punidos”? E o que dizer da inelegibilidade decorrente da rejeição de contas, decidida por um órgão auxiliar do Legislativo, os Tribunais de Contas, que não exercem função jurisdicional? Tais casos bastam para demonstrar que não estamos diante de medidas de caráter punitivo, mas de regras de proteção fundadas em presunções constitucionalmente admitidas e que têm por escopo a proteção das nossas instituições políticas. Mandato é múnus público, não se configurando como bem individual. A inelegibilidade não é pena, mas apenas critério de dispensa do sacrifício de servir ao povo. O princípio do estado de inocência simplesmente não é aplicável às inelegibilidades. Aqui vigora outro princípio constitucional: o da proteção. A sociedade tem o direito político negativo de fixar critérios para a elegibilidade, desde que o faça – tal como empreendido por meio da LC nº 135/2010 – por via legislativa complementar à Constituição. Ao fazê-lo, não considera a lei que os condenados por tribunais sejam culpados de qualquer coisa, apenas estabelecendo que suas candidaturas não são convenientes segundo o crivo do legislador.” Tal documento foi subscrito por ninguém menos que Paulo Bonavides, Celso Antonio Bandeira de Mello, Fabio Konder Comparato e Dalmo de Abreu Dallari. Além destes, também o assinam os presidentes do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (junto com onze ex-presidentes daquele conselho), da Associação dos Magistrados Brasileiros, da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, da Associação Nacional dos Procuradores da República e da Associação dos Juízes Federais. Outros acadêmicos e autores de obras jurídicas estavam na lista de responsáveis pela edição do manifesto. Em resumo, o Supremo Tribunal Federal precisa apenas seguir os seus próprios precedentes para afirmar a plena compatibilidade da Lei da Ficha Limpa com a Constituição da República. Se desejar seguir caminho inverso, terá que realizar a tarefa de dizer que inelegibilidade é pena de natureza criminal, malferindo assim os rudimentos da Teoria do Direito e a sua própria jurisprudência.
Sobre Autor
* Juiz de Direito no Maranhão, membro do Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, um dos redatores da minuta da Lei da Ficha Limpa, coordenador e professor em cursos de pós-graduação, palestrante e conferencista. Twitter: @marlonreis
|
Governador do DF é alvo de inquérito no STJ por fraudes no Esporte
DE SÃO PAULO
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), é alvo de inquérito no STJ (Superior Tribunal de Justiça) por suposto envolvimento nas fraudes em programa do Ministério do Esporte quando ele era o titular da pasta, entre 2003 e 2006, informa reportagem de Felipe Seligman, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O inquérito chegou ao tribunal na terça-feira da semana passada e foi distribuído para o ministro Cesar Asfor Rocha. O caso foi enviado pela 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília, com um volume e sete anexos, após a constatação de suposta p
O nome do governador apareceu em uma investigação iniciada no dia 9 de junho deste ano pela Polícia Federal para apurar fraudes no programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. O programa, de atividades esportivas em áreas carentes, foi descoberto pela Operação Shaolin, da Polícia Civil do Distrito Federal.
Os envolvidos são suspeitos de praticarem os crimes de estelionato e falsificação de documento, entre outros. Entre os alvos está o policial militar João Dias Ferreira, diretor de duas ONGs que assinaram convênios com o Ministério do Esporte.
O policial acusa o atual ministro do Esporte, Orlando Silva, de receber verba desviada de convênios do ministério com ONGs. Silva é o sucessor de Agnelo.
OUTRO LADO
O advogado de Agnelo Queiroz, Luis Carlos Alcoforado, disse que não poderia comentar o caso do inquérito no STJ. "Fico desconfortável de comentar um caso que está sob segredo de Justiça e que não nos foi franqueado o acesso em sua amplitude."
Anteriormente, a assessoria do governo do Distrito Federal havia declarado que "o governador Agnelo Queiroz deixou o Ministério do Esporte há seis anos e não há qualquer ato na sua gestão à frente do ministério que tenha sido desaprovado pelos órgãos competentes", afirmou.
Folha.com
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Teresina-PI-Força Tarefa-Popular entrega denúncia contra prefeitos e associação
| Fonte: Força Tarefa POpular Blog Spot
Nos últimos 10 anos a FTP organiza marchas contra a corrupção e pela vida percorrendo vários municípios do Piauí a pé. O objetivo é combater a corrupção estimulando a sociedade a exercer o controle social e ser sujeito ativo da história, praticando a Democracia Direta. Neste período foram caminhados mais de 2.300km e cerca de 67 municípios visitados, oportunidade em que os combatentes recebem denuncias de mal gestão publica, as quais são analisadas e encaminhadas as autoridades competentes. |