terça-feira, 5 de junho de 2012

CPI do Cachoeira ouve testemunhas ligadas ao governador de GO nesta terça

Agência Senado

Os membros da CPI do Cachoeira tentarão ouvir na sessão desta terça-feira, 5, quatro testemunhas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Duas delas, no entanto, conseguiram decisões liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) para ficarem em silêncio durante a reunião. No início da sessão, o presidente em exercício da CPI, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), informou que uma delas se dipôs a responder algumas perguntas.




As decisões beneficiam Eliane Gonçalvez Pinheiro, ex-chefe de gabinete do governador de Goiás, e Sejana Martins, proprietária da empresa Mestra Administrações e Participações. Essa empresa consta, em cartório, como a proprietária da casa onde Carlinhos Cachoeira foi preso, em fevereiro durante a operação Monte Carlo, da Polícia Federal.



Além delas, estão previstas a participação de Walter Paulo Santiago, empresário e um dos proprietários da Faculdade Padrão, para quem Perillo vendeu a casa, e Écio Antônio Ribeiro, o único sócio remanescente da Mestra Administração e Participações.



Abaixo, os principais momentos da sessão:



10h54 – O presidente em exercío da CPI justificou novamente a sua decisão de não abrir a sessão para votação de requerimentos. A conduta, segundo ele, está prevista no regimento do Senado e caberá ao presidente efetivo dar prosseguimento aos pedidos. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) também manifestou descontentamento e acusou o deputado Paulo Teixeira de fazer “controle absoluto” da CPI. “Discordo da vossa excelência. E, ao adiar para uma semana (esses querimentos), não vejo prejuízo a essa CPI”, rebateu o deputado Paulo Teixeira, que reafirmou que a sua decisão é “irrecorrível”.



10h47 – O presidente em exercício da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), informou no início da sessão que, em razão da ausência do senador Vital do Rêgo, não transformaria a a reunião em sessão administrativa – que permite a votação de requerimentos de novas audiências, quebras de sigilo etc. O senador Randolph Rodrigues (PSOL-AP) criticou a decisão do vice-presidente. “Temos carência de requerimentos que necessitam de liberação”, disse o senador, mencionando pedidos de quebras de sigilo de outras empresas ligadas ao contraventor Carlinhos Cachoeira e requerimento de outras testemunhas, entre eles o jornalista Luiz Carlos Bordoni (que afirma ter recebido dinheiro de Cachoeira por serviços feitos na campanha de Perillo) e o ex-diretor do Denit Luiz Antonio Pagot (que no fim de semana acusou políticos do PSDB, PT e DEM de buscar dinheiro no órgão que dirigiu para pagar dívidas de campanha e fazer caixa 2).



10h31 – Deputado Silvio Costa (PT-PE) pediu a palavra para pedir desculpas pelo episódio ocorridona última sessão, quando discutiu com o senador Pedro Taques (PDT-MT) e lhe dirigiu palavrões. “Não repetiria as palavras chulas, que não fazem parte do meu vocabulário. Agora, reitero todas as palavras que disse ao senador, ao ex-senador lá, Demóstenes”, disse.



10h25 - A sessão é aberta pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente do CPI, comandará a comissão nesta semana durante a ausência do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI, mas de licença médica.

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